A Rádio
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A Rádio Cultura de Sete Lagoas nasceu no intuito de atender empresários que viviam na época 1946/47/48 e que militavam no rádio amador chamado de PY4. Francisco Luiz Moreira (família de origem de Cachoeira da Prata) pioneiro da comunicação, através da sua participação levando a crer de que o rádio amador, que tinha uma influência muito grande naquela época, deixaria de existir. Buscando no sul do país, Santa Catarina, Paraná, a concepção da implantação dentro do rádio fusão brasileira. Naquele momento, Sete Lagoas queria experimentar uma nova feição, e juntou-se o interesse da família Moreira e também José Marçal Filho e Wilson Tanure e mais um grupo de Sete Lagoas. Esse grupo são os responsáveis por fundar a Rádio Cultura em Sete Lagoas na data de 5 de março de 1948.
Geraldo Padrão começou com 12 anos de idade a participar da impressa em Sete Lagoas no Jornal Alvorada, de Padre D’amato. Trabalhou como “Estafeta” (motoboy) e foi entregador do jornal que servia como fruto de informação para Sete Lagoas e cidades vizinhas. Mesmo tão novo em idade, tinha vínculos com os poderes e da vida da cidade, lembrando que antes não se conseguia informações tão rápidas como temos atualmente. Depois de algumas alianças, foi convidado para dar um suporte a rádio. Fizeram uma assembleia no prédio do Iporanga para eleger Afonso Henrique, filho de Marcio Paulino, para presidente da rádio e Geraldo Padrão como secretário administrador, então com isso, foi então, investindo em ser diretor executivo adquirindo as cotas dos 52 membros que compunha a rádio, o tornando assim diretor executivo.
Pessoas como Percílio, Antônio Geraldo Coelho, Zacarias, Odete Coelho, Carmem Lanza militavam naquela época e ajudaram ao crescimento e o aparecimento da rádio. Com isso, ela possuía um programa de auditório, fazendo isso um cast enorme. A rádio cultura deixou marcas na história e isso pode se dar nomes como: Jovelino Gomes de Farias (Guará), Nezito, Mauro Rocha, Fabio Cecílio, Geraldo Márcio, Marquinhos, Chico Maia, Paula Fernandes, dentre outros.
Durante esses 73 anos, a rádio obteve mais de 1500 certificados, 500 condecorações, diagnosticada por honra ao mérito pelo poder executivo estadual pelo deputado Jairo Lessa, reconhecimento da ABERT pela participação efetiva pelo trabalho executado pelo rádio. Sendo assim considera a rádio mais bem conceituada e condecorada de Minas Gerais.
A Rádio Cultura teve suas grandes coberturas em eventos marcantes, uma delas é a cobertura de 36 horas da enchente do Rio das Velhas, onde o Necésio Machado (proprietário do Restaurante Três Poderes) solicitou um SOS, para ajudar alimentar as famílias de jequitibá, atrelada a muito sofrimento.
O marco é exatamente ter feito cobertura de todos os fatos, depois da revolução de 64, até os dias de hoje, jamais foi deixado de acompanhar, comunicar, de divulgar, sempre com participação de quase todos os governadores do estado, como também os presidentes. A rádio cultura sempre se posicionou com dignidade, liberdade, responsabilidade e com solidariedade com todos os fatos marcantes da cidade. Sendo assim quer levar a Rádio Cultura e elevar seu nome dentro desta distinção que se faz moldando e transformando mais uma vez da AM para FM nunca esquecendo que o 1.420 é o ponto inicial e que não será esquecido!